Abaixo por Ordem alfabética de autores estão os
poemas que dão continuidade ao ensaio poético que foram a continuidade do primeiro poema exposto
abaixo.
Anit@,
Armando Sousa,
Carvalho Branco, Conceição Di Castro, Dinah Poty@®,
Edna Vejan,
Gustavo Dourado,
Helena Kluiser,
Iracema Zanetti,
Irani Alves de Genaro, Jacira Cardoso,
JF Marques,
J. Geraldo Neres,
Lílian Maial,
Lucelena maia,
Marcial Salaverry ,
Maria Inês Simões, Marcelo Coelho-Poeta Lunático®,
Margaret Pelicano - Ros@Rubr@,
Maria De Lourdes Leite Nunes Guimarães,
Pile da Maracajú ,
Plínio Sgarbi,
**Pumba**,
Rômul Marinho,
Thais,
Yara Nazaré,
Walter Pereira Pimentel,
Vandus,
Vilmar Barros De Oliveira,
Vilma Orzari Piva
Em minh'alma
reluz o brilho divino do amor
Navego em mares tormentosos de meu ser
Hora sou uma deusa de luz divinal
Hora um ser chafurdado no profano mundo carnal
Sagrada,
por muito amar sem limites.
Profana por venerar um homem carnal
Minh'alma reluz ante as duas visões
Amo-te sagradamente
Desejo-te profanamente
Meu ser se
confunde ante esse tormento
Meu ser pedi o teu profanamente
Minh'alma pedi a tua sagradamente
Dois pedaços de ser que se completam desesperadamente
Duelam
minh'alma entre o meu e o teu ser
Amor sem limites de limites
Amor!Tu és hora profano, hora sagrado!
Reduz-me; a uma mulher somente...!
Amém!
Chuva de Verão
Anit@
Um amor sagrado...
Um pensar insano...
Um gozo profano!
É vida!
Estrela no olhar...
Divagar...
Paixões que juram!
Sagradas! Sacramentadas!
N'almas alucinadas...
Virtual? Não! É real!
Ilusão? Não! É paixão!
Felicidade? Ah... Deus! Tende piedade...
Já que enfim o coração...
Dolorosamente... admitiu:
É só uma insana...
Sagrada?
Profana?
Intensa! Chuva de verão...
Fortuita... Passional! Ela vaivém...
Nutre minh'alma...
Rega meu ressequido âmago!
E vai penetrando na fértil terra...
Umedecendo com calma...
Entre o insano...
O sagrado...
O profano...
Engano Armando Sousa
Não conheço o sagrado no amor
Sei o que é amor e cheirar a flor
Para mim
Nada de divino numa mulher
Só compreensão
E a chave de alguma dor
Esse mistério
São lábios de riso rosados
Um peito bem feito
Cheio de desejo a arfar
Umas mãos
Que percorre o corpo com carinho
Um fechar de olhos
E sonhar com um beijinho
não
O amor não é profano
É consentimento
É sublime fundir dois corpos
Deixar a semente dentro
Dali ver nascer outra flor pequenina
Mas nada de profano ou coisa divina
Um dia chorar com dor
Ver nascer à semente do amor
Ficar na mente com a mulher mãe desde menino
A mãe ver seu rebento seguir seu destino
Não há nada de profano ou divino
Espero viver num mundo onde germine o amor
Que ninguém possa profanar essa flor
Só isto entre a humanidade
O resto
Mulher, apenasmente... mulher
Amor, entre ser deusa e ser humana,
Voa meu sentimento, vagueia minh’alma...
Entre o divino mistério e o sagrado mister!...
Enquanto sinto-me ser eu tal e tão profana,
Do Olimpo, chega-me a essência que me acalma...
Meu corpo vive neste mundo assim profano,
Ativando, em nós, os traços mais carnais,
Enquanto, na procura dos laços divinais,
Minha emoção esvoaça nas nuvens do infinito,
Deixando agasalhar-se por seu manto.
Entre deuses, magos e sábios do Egito,
Entre as secretas lições de cada Arcano,
Busca a semente, o sagrado da origem
Deste amor nosso, puro e sacrossanto,
Que entre o Céu, a Terra e o Inferno,
Paira inocente, de pecado virgem!
Ardente, apaixonado, meigo, terno!...
Por Zeus! Que jamais se quebre o encanto
Que entrelaça nossos corpos e nossas almas!
Que entre a terra e o ar, entre o riso e o pranto,
Entre o fogo e a água, entre rosas e palmas,
Entre a descrença e a fé, a certeza e a esperança,
Seja sempre nosso amor a aliança
Entre o sagrado e o profano.
Viva ele eternamente assim tão santo,
Quanto, cada vez, bem mais humano!...
Meu Viver Luminoso das Trevas Conceição Di Castro
Nas madrugadas do meu eu,
Tu és meu Dirceu.
Nas profundezas do meu Ser,
Tu és Baco, minha embriagues profana.
Somente Dirceu faz renascer a MUSA
Descrita na sacralidade do romantismo.
Mas o lado noturno do meu viver revela o vulcão,
Explodindo o profano das mulheres-amantes.
Não sei se Apolo, com seu equilíbrio,
Vencerá a guerra entre esses dois lados.
Neste mundo materialista, o profano conduz,
Embora Marília, contida em Dirceu,
Tenta fazer seus dias apolíneos.
Nessa luta insana entre Apolo e Baco,
Marília ajuda Dirceu contra Paris,
Procurando o sagrado do amor puro e terno.
Porém Dionísio desperta o furor da paixão,
Colocando-me em frenesi.
Nessa mistura de épocas,
Trago dentro de minha alma
Lados díspares acirrados.
Quero deixar a paixão arrebatada sair,
Mas meu ser aparente camufla,
Deixando apenas o sagrado despontar.
Sou sagrada enquanto diurna;
Sou profana enquanto noturna.
São partes, fazendo-me inteira.
Amando recatadamente...
Amando ardentemente...
Sagrado Amor Profano Dinah Poty@®
Atendes meu chamado e vem!
Sussurres doces palavras
Aguçando meus sentidos
Rimando amor com ternura
Para aplacar essa procura
Manifesta em meu ser
Contagiante da querência
Erigindo um altar
Ornado com flores
Carinho e devoção
Revela-te sem temor
Sem te sentires piegas
Pois para o amor tudo é valioso
Do mais sagrado ao profano
Entrega-te em total abandono
Sagrado, soberano, como Deus
Engrandeces á minh'alma
Pela tua clamando
Profano como HOMEM
Arrebatas o meu corpo
Profanamente te adorando
Nosso
primeiro encontro
É apressado, sem nada tramado
Sem local acertado
O acaso é nosso cenário
O destino nosso guia.
Mãos nervosas, beijos ardentes
Desejos incandescentes
Corpos suados, entrelaçados
Sussurros e gemidos
Sincronizados aos movimentos...
Como dois animais destemidos
Fazemos amor profano.
Agora, ambiente preparado
Lençóis perfumado
Mãos deslizam sem pressa
Sua voz é sonata ao luar
Seus beijos manjar dos Deuses
Seus abraços são ternos, aconchegantes...
Nossos olhos refletem a magia do momento
Sem pressa fazemos todos movimentos
Buscando o prazer de um amor sagrado
E a cada encontro vamos alternando
O sabor desesperado de um amor profano
Ao sabor tão profundo e equilibrado
De um amor sagrado.
E nessa magia entre o profano e o sagrado
Descobrimos o êxtase do prazer
Ao fazer amor
Como dois apaixonados.
"Entre o Sagrado e o Profano" Gustavo Dourado
Prosagrado Saprofano
Profaneio e Sacralizo
Vou ao Dia do Juízo
Com o Poeta de Feira
Encontro Mulher Rendeira
Parceira de Lampião
Volto ao Afeganistão
Vejo Alá em Tora Bora
Talibã perdeu a hora
Bin Laden se evaporou
Valei-me Nossa Senhora
Com tanta profanação
Profanaram o coração
Com a bomba americana
Arafat comendo cana
A igreja profanada
Natividade sagrada
Cercada pelo tirano
O massacre de um povo
Pelo ditador insano...
O sagrado se explode
com tanta contradição
Valei-me Frei Damião
Da Besta-Fera do Mal
Que profana o sagrado
Num sacrilégio imoral...
O mundo precisa urgente
acabar a tirania
chega de barbaridade
terror e hipocrisia
Vamos dividir a renda
Desprofanar a Poesia
Acorda humanidade
pra sagrada Nova Era
Busharonte Besta-Fera
Do Apokalixo Final
Que nasça o sol surreal
da primavera da paz
Que o sagrado e o profano
Sintetizem os Carnavais...
Os minutos passam
As horas caminham inexoravelmente
E eu aqui, defronte ao Templo
Buscando na fonte
O conhecimento
O zênite se aproxima
E eu aqui, parada,
Plantada ao solo
Quase imploro
Por luz no meu dia-a-dia
Quero entregar o meu amor sagrado
Ao fogo do Oceano
Mesmo sabendo que o consideram profano
Por amor a simples romano...
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Templo Sagrado, Desejo Profano
Helena Kluiser
Construo um sentimento sagrado
Mas em busca de um ser profano
Que se entregue sem engano
Que transpire enquanto eu amo
Que liberte o doce encanto
De encontrar o sagrado no profano
Sou apenas uma mulher.
Carrego o fardo, o estigma do pecado original.
Lasciva, profana, promíscua.
Viajo... satisfazendo desejos da carne.
No vaivém de meus dias,
pensamentos imorais tomam conta do meu ser
à espera da noite, como mariposas atraídas à luz!
Vestes sedutoras exibem as formas do meu corpo.
Vago pelas noites e volto às madrugadas!
Exausta, desnudo-me e deito sem retirar
a pesada maquiagem!
Relaxo, medito e penso:
O que leva-me ao amor profano,
por que desejos me consomem?
Prometo aos deuses não me entregar à tentações
enquanto não me redimir de todos os pecados!
No silêncio da paz, sinto-me transparente,
reluzente, espírito de luz desejando ardentemente
a sublimação do meu corpo sagrado unido à minha alma!
Põe-me como selo
sobre teu corpo
(Templo Sagrado)
Ainda que profano seja
este meu apelo
Faz de meu sagrado seio
Tua Macieira
Faz de minhas maçãs
Teu melhor bocado
Tal qual o vento
remexendo nas árvores
feito um ser insano . . .
Sentir-te quero em mim
não importa como. . . se . . .
Sagrado ou Profano!
Pois, estando as nuvens cheias
derramam as chuvas sobre a terra
Dize-me ó tu que amas;
Onde derramarei eu
este meu néctar sagrado?
Rosas vermelhas de desejos
impetuosas desabrocham
na primavera do meu corpo em florão . . .
Oh! meu amor!
Já despi meus sentimentos
como vesti-los novamente?
Sinto o espírito clamando:
PUREZA!!!
Ouço o corpo gritando
PAIXÃO!!!
Que atire a primeira pedra
aquele que nunca amou
ou nunca foi desejado
E . . .
Perdoai-me Senhor!
Se profanei aqui
imagem antes pura . . .
Do meu . . .
AMOR
SAGRADO.
Faz perder-me, entorpecida por
Teu cheiro, carícias e sussurros,
Sou toda desejos delírios e paixão!
Busco-te sempre entre a sagrada
Arte de amar e o profano desejo do prazer.
É só assim que te encontro!
A pureza de meu olhar se funde
Com a luxúria de teus lábios numa
Perfeita alquimia tornando-nos mestres,
Tornando-nos deuses!
Vivo a santidade do amor
E o pecado da paixão intensamente,
Libertando meus medos
Rasgando meu verbo e
Saciando minha sede.
Só assim sou feliz!
Sagrado é o ventre que a vida gera
Resultado final do puro amor
Profano é o corpo onde o cio impera
Sem respeito nenhum ao seu valor
Sagrado é o instante da explosão final
Dois corpos juntos pelo coração
Profano é sentir o gozo bestial
Que deixa a carne nua da ilusão
A Mulher foi por Deus abençoada
Para cumprir na terra a missão
De elevar a vida consagrada
No terno ara de seu coração
És, portanto sagrada, oh Mulher!
E por isto contigo nós sonhamos
Faça o homem aquilo que fizer
Sempre a ti nossa vida dedicamos
Por profana que seja nossa herança
Fome, guerra, desejo animal!
És a sagrada última esperança
De conservarmos ainda o ideal
E juntos construirmos o porvir
Onde somente a paz há de reinar
À espera d’Aquele que há de vir
Então ventura e amor hão d’imperar!
Teia sagrada crepuscular
sol profano veste incerteza.
o amanhã arrasa
adolescente vidraça.
arma descarregada
cospe lágrimas de fogo.
Bandeira branca
vasculha cova rasa
Tenta socorrer sobra humana.
Espectro dança
A melodia profana da vida.
Valquiria beija a face sagrada...
Sagrado é o solo que tange teu fole,
Sagrada a paz que te emana das veias.
De tão profano, teu ventre me engole,
De tão letal, crucificas-me em teias.
Entre a caldeira e a cruz não se escolhe,
O que é mais vil, de tão nobre se alteia.
Quando a semente em orvalhos nos colhe,
Sublima a dor da paixão que incendeia.
E nessa dúvida atroz me equilibro,
Buscando a fonte na vida que vivo,
Mais puro amor, como febre terçã.
Nem me incomodo se o tema é pagão,
Se és meu Deus, minha religião,
Ou aprendiz sensual de Satã.
O que poderá ser profano
que não possa ser sagrado
entre duas almas que se encontram,
o amor que as alimentam,
o desejo que as fartam
sem intenção de agravo,
sem pretender o pecado,
sem esquecer que é imaculado
escalar as diferenças,
ignorar as tormentas,
sublimar a orgia,
sem veredicto,
sem julgamento,
sem o certo ou o errado.
O que poderá ser profano,
que não possa ser sagrado?...
Amores sagrados,
São aqueles dedicados
A quem realmente amamos...
A quem respeitamos,
E todo nosso carinho dedicamos...
São amores vindos do coração,
Objetos de nossa dedicação.
Não são amores de ocasião...
São amores de uma vida...
Se longe está, a ausência é sentida.
Amamos de verdade,
Só sentimos o que é felicidade,
Quando juntos estamos.
Basta a presença a nosso lado...
Mãe, Pai, Irmão, Amigo, Namorado...
É um amor verdadeiro.
Amores profanos,
Sentimentos humanos...
São aqueles frutos de paixões...
Enlouquecem os corações.
Amores de momento,
Fazem da vida um tormento...
São de curta duração,
Mas quanta emoção...
Sempre causam muitos desenganos,
Esses amores profanos...
Por eles, fazemos loucuras...
Insanidades, sofremos torturas...
Um amor sagrado, é por toda a vida...
Um amor profano, pode deixá-la perdida...
Sejam sagrados ou profanos,
Trazendo alegrias ou desenganos...
São amores de verdade...
Trazendo felicidade... ou infelicidade...
Por eles vivemos...
Por eles morremos...
Quão verdadeiro és nesta infinitude de sentir
Meu querer...Se profano ou sagrado
Elevo-me a santidade deste existir
Te quero real - na carne e na mente
Em sagrado sacrilégio temente
Minh'Alma reclama e sofre
De pecar aos céus pelo desejo
Te tocar - somente por um beijo
E sentir teu sabor em néctar ávido
Cujos deuses me negaram em sagrado
Defino em desejos profano pecado
Te quero - mesmo que seja assim.
Vejo em ti, profana criatura,
o que outros homens não vêem
o sagrado manto de tua alma
que brilha como de ninguém.
É certo que já não tens
o mesmo frescor, das rosas em botão,
mas ostentas a diabólica expressão,
que outrora me fez refém.
Tens ainda o mesmo ar dominador e altivo
o mesmo olhar, os mesmos olhos azuis,
que dominou minha alma por todo infinito
no sagrado leito que ainda reluz.
Tens o mesmo sorriso, o mesmo talhe da
boca,
contornados por dois lindos lábios carmim
que num sagrado dia colaram aos meus num beijo,
vibrando a corda que tange o doce, lampejo,
Sinto ao ver-te, criatura profana e
mortal
o que sente um mísero proscrito
que após longos anos de exílio
o divisar à distancia sua terra natal.
Minha vida daria por ti, oh... santa
criatura!!
No entanto me afastas de teu convívio,
profanaste minh'alma, exilando-me de teus seios
e agora mostras-te arrependida querendo meus beijos.
Neste momento não sei qual decisão
tomar,
Se renego o amor que me vai no peito,
ou entrego-me esquecendo os teus feitos,
deste sagrado e profano amar.
Não há um certo mau gosto,
Entre o sagrado e o profano?
Entre o céu e o inferno?
Entre o certo e o errado?
Não são as duas faces do carnaval?
O Bem e o Mal?
Não há um certo mal estar
Entre o amar e o não amar?
Entre os desejos e a sublimação deles?
Entre o pudor e a carne?
E a fome do bem e a sede de vingança?
Não há uma grande carência
entre o homem e a mulher?
E o ser bicho e ser gente?
E ser carne e coração?
E sentimento e ilusão?
II
Quando o amor vem
manda o bom senso embora!
E fica só o agora!
O amoral
A flor da boca, o grito pungente do desejo
a respiração ofegante
o pulsar do seio.
Quando o amor chega
sua saliva escorre, minha língua percorre
Côncavos e convexos
o cheiro explode
no grito do sexo
Tudo ganha sentido
Quando o amor está presente
anjo e demônio
homem e mulher
tudo está vivido
grita o sagrado no altar
brilha o profano
em gozo insano!
Quando o amor vence a razão
Acaba o entre
torna-se tudo um só
almas gêmeas se completam
e tomam um rumo animado, prazeroso... sereno
Há suspiros e gemidos
e lassidão, e mansidão
E Deus desce do pedestal!
Deus e o homem!
Profano... o meu mal
Sagrado... o meu ritual
Amor... o meu vesperal
Demônio... o meu prazer
Divino... o meu conhecer
Humano... o meu ser!
Se, noite morta, me chamas, eu respondo
porque somos, peregrino, partes da mesma lenda
No imemorável da noite em que sós
somos nós
e se me procuras
te asseguro
sigo ao teu encontro
me fazendo poesia na magia deste instante.
Eu ouço a tua voz e a noite geme aflita
pois eis que evocas todos os seus mistérios
sagrados sortilégios
devassando seus véus
e na dança das luas (as negras e as nuas)teu canto
por fim
se espraia em em ser
e escamada de estrelas
sou brilho e sou trevas
sou sonho/ quimera
Deusa na terra e profana no céu.
Aracaju/Sergipe
AMADO MEU
Pile da Maracajú
Ah! Amado meu...
Nos meus sonhos tão presente
por que não o posso tocar?
No templo de minha lembrança
Profano invasor descuidado
Pisa as flores do meu bem querer .
Ausente da minha vida,
Eu o sonho todo meu,
Eu o sonho inocente e pecador impenitente,
Entre o profano e o sagrado
Profundo amor tão mal amado
Que implode todo o meu ser.
Antes do Sim
Plínio Sgarbi
Santo gosto
sacramentado
No beijo no rosto
Flancos profanos
desejos
De fato consumado
Por dentro e por fora
Corpos suados
Em francos
Prazeres anseios
Gemidos entrelaçados
Antes do sagrado sim
Ao pé do altar
Eis que aqui estou a te esperar,
para ao menos teus carinhos aclamar!!!
Ao meu coração e a esse desejo carnal
profano acalmar.
Tu és como o vento que me acaricia,
tão serenamente e também como o sol,
um astro sagrado que me
queima o tempo todo!!!
Às vezes tu es a brisa que me acalma,
e que me inspira para tudo,
até mesmo por esse sentimento,
tão carnal e profano.
Vem, e venha como o vento astuto e
misterioso para que eu possa sentir-te
ao longe!!!
Traga contigo a brisa que acalmara meus
anseios mais sagrados.
Oh deusa toca-me com sua brisa e realiza,
acalme esse desejo carnal profano!!!
Eis que sou o teu apaixonado e
posso jurar por tudo que é sagrado!!!
Eis que quero ser o seu amado, oh!
Deusa tão pura.
Como, como posso me acalmar,
se minha alma te chama.
Oh deusa vem ao encontro desse,
coração crucificado!!!
Crucificado por esse amor tão sagrado.
Vem, liberte-me dessa angustia e
faça de mim sua metade!!!
Vem você, nós dois um só amor, um só coração!
Te amo.
Sagrada age.
Profana és.
Se ana for,
pega adargas.
Sagrada assa.
Profana és.
E se ana for,
passa adargas.
Sagrada ara
profana es
e se ana for
pára adargas
No profano sentido eu
Percorro os mais longos
Caminhos...
Sentindo, teu corpo...Você!
Você mistério...Saudade...Amizade
Nem mais sei o que!
Mas no sagrado e selado pacto de
Amor que fazemos...Vou te seguindo
Por entre laços...Abraços...
Envolvendo-me em teu ser...E
A minha vida sagrada sacramentada,
Na luz do teu amor já acostumada
Ilumina todo meu ser profano...
E embeleza o só seu sagrado, mas,
Liberto e maravilhoso amor que me
Oferece de maneira tão natural...O
Só meu profano eu e sagrado amor
Você...
Um rosto nu sorri.
Da sensação da carne
Impulso aviltante
Do ser integral...
Pecado sensível
Da alma irascível
Do corpo outrora sagrado
Que expressa desejos ocultos
Na linguagem da busca
Do vulto na noite que cala.
Percorrido em chamas
Esconde a nudez da verdade.
Despindo a hipocrisia velada
Dessacraliza a virtude da alma
Aos olhos da lei inquisidora
torna-se profano e fala.
Revela o impulso do íntimo
Sem culpa, sem medo, sem dores.
Após a lida sofrida
Descobre o sentido vernal,
Sem a decadência moral.
É meu corpo e não escolhe...
Ser sagrado e ser profano.
Alguém me contemplou
Ser afetada pela alegria da oferta
De sabores, encantos e fragrâncias.
Que os insanos prazeres libertam
Pela força interna,
A saúde perfeita equilibra
A mente extasiada de amor!
Dentro do meu ser, guardadas
Horas não vividas
Horas perdidas
Aprisionadas... profanadas
De um tempo marcado por desejos insanos
Uma paixão, uma atração desmedida, sem fim
Exercida por teu corpo sobre mim
Um desafio aos meus limites entre o sagrado e o profano
A um possuir, um ter sem forma
Sem propósito, alheio a qualquer norma
Uma obsessão, uma louca vontade
Que não se aprisiona, porque é sagrado
Que não se corrompe, porque não pode ser profanado
Tempo de amor, eternidade...
Sabor da Dúvida Vandus
Sabor
De te desejar
De ter você
Proibido?
Sabor, sagrado ou profano?
Sabor
De tocar os teus lábios
De tocar o teu corpo
Condenável?
Sabor, sagrado ou profano?
Sabor
De sentir a tua suavidade
Do meu sentimento por ti
Impossível?
Sabor, sagrado ou profano?
Sabor
De te amar
De morrer por ti
Uma heresia?
Sabor, sagrado ou profano?
Sabor
De uma certeza
Ser amado por ti... Sagrado
Viver sem o teu amor... Profano
Vejo-te bela entre brumas e fumaça
deslizas pelo quarto parece ter asas
cabelos dourados branca ...branca...
anjo semi-nu, sorri de olhinhos fechados
abranda minha ferida, aninha-me ao peito
amamenta minha fome
meu hálito quente de desejo
profana tua pele sagrada
feridas se fecham, és anjo ou demônio?
doçura e lascívia dançam no seu olhar
teus lábios oram e beijam
meus lábios pagãos
meu céu é o teu abraço
teus seios meu altar
tua pele branca é o pão sagrado
que nutre meu sonho
minha boca trêmula busca o paraíso
no templo de seu corpo
na comunhão de nossos desejos
a bênção do prazer
noite profana, noite sagrada
passa como cometa
na madrugada todo desejo é sagrado
teu corpo na cama repousa és santa
ha pouco eras uma demente no cio
dormes e és meu anjo
Sagras meu corpo no altar do teu fogo
Ao profanar minha pele retesada
Em virtudes de oferendas divinais
Aspergida por tuas bênçãos amorais.
Ultrajas a inocência dos meus lábios
Que gozam no delírio da tua paz pagã.
Irreverente transgride leis santas
A gozar escancarado na minha febre terçã
E engravida meu ventre consumido
Em sacrilégios consagrados aos despudores
No culto dos teus dogmas na minha carne
Profanas meus desígnios.... Santificas meu sacrário.
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Amor Profano
Vilma Orzari Piva
Tua sedução atravessou as luzes dos vitrais .Invadiu
meus olhos na justa medida. Da volúpia do amor e do desejo da
carne
Feitas nódoas que orvalham os rituais
Num corpo aberto clamando por ti
Em altares sagrados e cerimoniais
Que serpenteiam orgias amorais
Em cálices indecentes, delinqüentes,
Nos degraus da pureza e na escada do pecado.
Todo nu, claro, aceso, deixando-te escorrer
No conquistado sobre as muralhas
Em quentes fornalhas de dentro de mim
E não me escondo, me atiro no proibido,
Nas palavras, no ativo, no presente,
No teu corpo que viola meu trajeto
Num rompante, sem advertências,
Alojas-te num ímpeto em minhas reentrâncias
E não me amordaço....
Sei de onde vem e não sei para onde vai.
Quero-te homem já que não me detém
Pois que aqui estou perdida no profano
Das tuas emboscadas fatais ardendo em labaredas sensuais
Gemendo num verbo, morrendo de tesão,
Ajoelho-me nesse mar pagão.
Contorço-me em tuas mãos, sugo tua boca molhada de paixão
Que arrebatada pela minha seiva lambe todos meus sentidos.
Quero e permito sacrilégios....
Mergulho nas correntezas que me arrepiam,
Envolvo-te em meus braços . Meus seios na tua boca
Minha língua nos teus ouvidos
Encaixo-te entumescido na invasão do meu ventre
Dilatado em gemidos de dor e contração.
Remexo-te na carne imponente que penetras
Fazendo do teu corpo a minha prisão.
Quero-te mais no vai e vem liso
Em que deslizo, no sobe e desce que me esfolheia,
Em vertigens que me despenteiam...
Alucino, dou-lhe as costas que imploram a clemência do teu domínio
Em ondas frenéticas de possessão
entre palavras soltas, gemidos ofegantes
Prende-me em tuas mãos, ritma o meu quadril
Avermelham-se os montes que friccionam nesse ir e vir do teu corpo
No prazer do estalo da tua mão que se delicia na minha carne.
Enlouquece-me teu arfar de prazer extasiado
Que explode no grito, na baba, no apetite, no gozo,
No garbo, na reza, nas pontas dos dedos, no fundo dos olhos
Na malícia, na audácia, na verve, na febre,
Vencendo-me extenuada, amada,
No templo dos teus grilhões.
Sou teu ofício no pecado eternizado
Imersa no perfume dos cios
Até que nossos corpos se apaguem no final
E não te acuso de réu
Entrego-me em troféu.